segunda-feira, 25 de abril de 2011

Lembranças

         

         Ela percebeu o que jamais pensou que perceberia, olhar nos olhos dele lhe fez perguntar como o amor poderia causar tanta dor em uma pessoa, despedaçar em tantos pedacinhos algo tão precioso, ela sentia vontade de sentar com ele e conversar tentar alegrá-lo só que uma simples palavra trazia as memórias que ele havia pedido pra esquecer, trazia tantas tristezas, alegrias.
           Ela ficou sem jeito, não queria que ele se sentisse mal por uma simples palavra, pelo simples fato de tá ali trazia lembranças. Ele tentou mudar, disfarçou e novamente retornou, ela achava que agora poderia retomar ao assunto ela se enganou novamente ele lembrou dela, ele achou irônico aquele momento como o destino podia ter sido assim.
          Ela se sentia mal, nunca imaginava que isso podeiria acontecer, ela queria o buraco mais próximo pra enfiar a cabeça e tirar aquela tristeza que ele tentava disfarçar. Era como ele tivesse uma caixinha de todas as suas recordações e lá guardado e deixado por um tempo, mas jamais esquecido de tudo aquilo só que agora tudo lhe trazia lembranças.
         Ela teve que ir ela o deixou ali, não sabia o que acontecia, ela só tinha uma certeza que jamais tocaria em sua caixinhas de lembranças, já haviam bagunçado a sua e sabia como doía ter todas as lembranças ali em sua frente, como era triste olhar e não conseguir esquecer ou organizar tudo que tanto preservava, ela só desejava!

domingo, 24 de abril de 2011

Sonhos


            Ela sentia que havia uma única coisa que poderia lhe completar e fazer acreditar em conquistas próprias, tava cheia de ouvir histórias de príncipes e seus cavalos brancos, de conquistas sem ter movido um dedinho e com uma simples fada madrinha tudo se tornava realidade, ela tava cansada de tudo isso, fazia muito tempo que ela não acreditava por que agora iria mudar de ideia?
            Ela acordou com uma simples vontade de mostrar que não iria deixar ditarem seus sonhos, que não ia ficar esperando a sua fada madrinha chegar, se é que ela ira chegar, ela apenas saiu em busca de todos aquilo que planeja, e ainda não tinha tido tempo de correr atrás, saiu em busca de deus mais belos sonhos, saiu com uma garra e força de vontade que seria impossível acreditar que não conseguiria, era o que ela acha aliás estava tão confiante de si.
          Voltou decepcionada não acreditando que seria tão difícil conquistar um mero sonho, só que ela resolve não desistir sua fada madrinha não ia aparecer e trazer sua carroça de abóbora e seu sapatinho de cristal, ela tinha tido um choque de realidade fazia tanto tempo que essa pequena decepção só lhe tornou mais forte, no outro dia continou e no outro, outro e foi assim que continou até chegar o dia em que conquistou cada um.
           Se sentia realiza, se sentia completa! Ela mostrava não somente á ela, mas muitos que cada um é responsável pelos seus sonhos e cada um deve corre atrás deles, pois a fada madrinha, ah a fada madrinha ela só faz seus sonhos durarem até a meia noite.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A fuga

            A louca vontade de fugir havia passado várias vezes pela sua cabeça, ela pensava em largar tudo, deixar para trás, pegar o primeiro trem. Ela sentia, porém não conseguia, aliás seria tão fácil deixar tudo que lhe assombrava ali, enterrado, escondido.
           Tinha vontade sim de ir em busca de algo, algo que ela mesmo não sabia, algo que ela não entendia, novamente ela tentava, e dessa vez ela acreditava que iria conseguir que ia entrar naquele trem e enfim viver a sua tão sonhada vida, novamente se viu presa por motivos que nem acreditava. Voltou para seu canto, para o lugar que tanto sentia desprezo o lugar que considerava de seus momentos de solidão.
           Ela se perguntava como podia sempre voltar para ali se o que mais desejava era a fuga e por que não conseguia. Em uma manhã nublada acordou, não pensou, pegou sua mala e entrou no trem, entrou sem rumo, entrou sem planos, apenas com uma certeza que ela agora poderia enfim ser feliz.

Seguindo a vida


        Ela não  negava que ele era um Príncipe Encantado, mesmo acreditando que não existiam,  ele havia lhe mostrado o que era o amor,  que poderia ser o que ela quisesse que ela era capaz de criar um mundo em volta de si, que tinha que ser pé no chão, que não podia imaginar um futuro se ainda vivia em um presente de incertezas, lhe mostrou que devia amá-lo.
         Quando ele terminou, ela olheu pra ele e disse “ótimo, é assim que quer? Assim será!”*, enfim, ela prometia a si mesma que jamais estaria com ele, só que essa promessa nunca seria cumprida. Teve seu período de férias o que facilitava a distância entre ambos, o que facilitava para o seu coração.
            Voltaram pra escola ela estava preparada pra deixá-lo, esquecer, foi inútil sentia ciúmes dele, só que não entendia nada ao redor corria para os braços dos amigos tentando ter uma simples explicação, eles vendo que ela sofria não sabiam o que dizer somente evitavam ele e ensinaram ela fazer o mesmo, evitar.
        Ela aceitou, aceitou tudo, aceitou que seu coração permanecesse sem o carinho que valorizava tanto, deixou de lado tudo aquilo que a prendia a ele, parou de falar com ele, todas as lembranças guardou dentro de uma caixa e deixou dentro do guarda – roupa, em um lugar alto que só alcançaria com a ajuda de um banco (o qual ela morria de preguiça de pegar!).
        Deixou ele preso, dentro daquela caixa, e começou a trabalhar com o coração, ditando que ele não pertencia mais a ela, que ele não era pra ela, que ela não era dele e que jamais seria! Falou isso tantas vezes que se acostumou, foi aí que deu uma nova chance ao coração , seguiu sua vida, e percebeu que seu coração não voltaria ser examente como era, mas poderia prencher aquele vazio que ela por muito tempo sofreu!


*Los Hermanos

Despedida

     

     
      Para ela poderia ter sido mais um dia comum, um dia de ir para aula, um dia de ver os amigos o que ela não esperava era a perda a despedida que seu dia lhe traria. Mais uma vez ela viu levar a pessoa que tanto amava de volta ao hospital, passou um dia esperando notícias, na aflição de saber se tudo voltaria a ser como era. Depois de passar um dia nessa espera enfim pode ter notícias, se sentiu com um grande alívio, e continuou sua vida, foi para sua aula ela tinha prova, ela tinha escola.
       Se sentindo melhor entrou na escola, retomando tudo, brincadeiras, sorrisos e abraços. Ela agora sentia uma coragem para enfrentar sua prova, tinha segurança, mesmo tendo tido um dia aflito ela foi até o final com aquele "monstro de números", depois de tudo terminado chega a notícia em sua sala, de forma simples totalmente sem palavras somente com gestos, gestos que mais que ela quisesse preferia não acreditar, enquanto pegava sua mochila seus amigos faziam perguntas de o por que de estar indo embora, ela dizia que não sabia o motivo, porém ela sentia só que tinha feito a escolha de não acreditar.
      Saindo de sua sala ela ver sua irmã, ela trouxe a notícia que fugia de escutar, não disse nada, ela já sabia, havia chegado a hora da despedida, ela só queria agora o silêncio o colo. Suas lágrimas não se continham, sua cabeça não entendia e seu coração não perdoava, ela se perguntava o por que, ela queria encontrar um culpado para aquele sofrimento que não só à afligia como também as pessoas que tanto amava.
     Voltou para casa e não conseguiu dormir, queria estar lá, mas não podia. No outro dia novamente suas lágrimas voltaram a tona, sim, era agora que ela diria o adeus, era agora que ela não sentiria mais a sua presença, era agora que ela realmente veria como é se despedir de quem tanto ama. Suas lágrimas não perdoavam e ela pedia para estar em um pesadelo, ela queria acordar, ela percebeu que era real que tinha que aceitar, ela não conseguia. Se deixou levar pelo tempo, pela falta, pelas lágrimas, pelos anos, se deixou.      

     Quando percebeu não tinha em quem acreditar, ela queria sua pessoa amada de volta, ela pedia! O tempo passou sem ela sentir e quando percebeu, pequenos meses haviam transformado em anos. Ela guardou todos esses sentimentos e os preservou, ela não queria aquela despedida, mas ela começava acreditar que jamais havia perdido sua pessoa amada, ela à guardou em seu coração e não permitiu que ninguém tirasse de lá!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Amigas

            
            Ela teve sempre ao seu lado, de forma inesperada ela advinhava seus sentimentos, lembrava das coisas que nunca lembrava. Sorrindo, conquistando sua amizade como você tivesse ganhado na loteria, mas né que era verdade! Ela sem perceber chegou quando você acreditava que seu mundo já dava pra ser somente seu.
           Uma tinha seus sonhos a outra tinha os dela, uma queria doce a outra queria salgado, sim, elas tinham  tantas diferenças que os dedos das mãos não davam pra contar, juntava com os dos pés e ainda assim faltava dedo, aja dedo hein? Mas isso nunca fazia com que elas se separassem, não fazia com que uma cantasse o início da música da Pucca e a outra completasse, uma gritasse "Eí doidão" e aoutra completasse com "Eí caramba", não tinha como fugir de seus apelidos carinhosos, muitos com sentidos somente entre elas, Jeitosa, Modinho, Muriçoca, Catita..........
          Elas só queriam conquistar o mundo, elas só queriam estar juntas, fazer planos de suas vidas, elas pediam pra que não fossem separadas, era tudo que elas queriam! Ela não entendia por que teria que deixar uma pessoa que a amava tanto, ela não aceitava, ela não acredita! Se perguntava um dia também ia separar a sua confidente já que teimava em levar embora suas amigas!
           Ela lutou contra tudo isso, chorou por ter perdido algumas, até que um dia sem notar, sem querer entender ela tombou em um poema e sem acreditar viu, que o que ela dizia era verdade, ele dizia:
"Pode ser que um dia tudo acabe…
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre [...]"*
         Naquele instante ela entendeu que suas amigas sempre estariam ali, que o destino não estava sendo cruel simplesmente guiava cada uma agora no caminho em que haviam planejado e que seria egoísmo se ela prendesse todos aqueles sonhos de meninas os quais estavam virando realidade de mulheres!

 
           
*Albert Einstein

A tal distância


                                           Nem o tempo mais conspira ao nosso favor!

            Ele sempre foi uma alegria, sorrisos, piadas que pequenos momentos que se tornavam em grandes em momentos eternos. Ela pensava em te tê-lo somente pra ela pensamento egoísta, mas era o que ela desejava, depois de muito esperar, depois de tudo passar acreditava que esse momento havia chegado que enfim poderia dizer: "hehehehe, ele é só meu!", que louca ela foi de pensar assim, esqueceu que teria que  dividí-lo com o mundo, tudo de novo surgia em suas vidas e você conquistava tantas, ficava sempre feliz com suas conquistas só que a tal distância crescia sem perceber em nossa vida.
         A tal distância chegou como quem nada quer, no início achavam ela bonitinha, era uma prova, depois se tornou em uma coisa meio chatinha, mas continuava sendo uma prova de que o amor era forte, hoje ela não sabe ao certo o que ela é, mas ela acredita e tem certeza de que a tal distância não é nada boa, de que a tal distância tava destruindo, tava levando cada pedaço do sentimento que existia entre os dois.
       Antes eram horas a fio passando junto um do outro, hoje ela chega e ele vai embora, ela não entendia como tudo aquilo podia acontecer, como tinham que ficar encontrando motivos sem sentido pra se verem e sentirem que um ainda pertencia ao outro. Aquilo se tornava pra ela cada vez mais cansativo, ele não percebia seus momentos de conflito em relação ao que sentia, só percebia a sua tristeza.
        Ela quase se viu consomida pela tal distância, quase se deixa levar por essa palavrinha que chega de forma simples e sem perceber toma conta do danado do coração, ela percebeu que tinha que lutar que por mais que ela pulasse de um penhasco, fizesse mandiga ou qualquer coisa do tipo ela nunca se veria longe dela. O jeito era se entregar e enfrentá-la preparada pra dizer que a o amor era mais forte que ela, que qualquer um! Só assim ela teria certeza que não era uma palavra tão forte que iria derrota-lá, aliás ela era mais forte!

Começo, meio e fim


         Tudo começou sem notar, quando me dei conta estava envolvida com você minha vida, meus sonhos, meus pensamentos todos diziam que sozinha eu nunca iria ser feliz com eles, me entreguei sem nem pensar queria viver, ser feliz, conquistar meus pensamentos egoístas perto de você se tornavam divididos, fui feliz com tudo que vivi, não reclamei e nem reclamo.
        A alegria do momento, me fez entender o quanto podia ganhar ao seu lado, só que só era eu que pensava assim? Será que só foi eu que te amei? Amava? Quando me disse que tinha ir, fiquei sem entender, as explicações eram meio que sentido, "por que ela disse isso, por que a fulana falou aquilo e a beltrana me contou que você é assim!".
       No momento em que você se despediu, me vi perdida por alguns segundos, logo voltei e acreditei que aquilo logo passaria, até hoje me pergunto da onde foi que tirei essa conclusão, a´liás eu te amava e pelo que pode ter certeza aquele transe durou, durou até um dia dizer chega!
       Acordei, de um sonho que quando menos esperei virou um pesadelo dos mais tristes que já tinha tido, acordei de tudo me sentindo como se tudo que havia planejado tudo tivesse virado uma areia tão fina que não conseguia segurar. O tempo passou, como minha vida, meus sentimentos! Tudo isso se passava como se minha vida a cada dia fosse levado cada pedaço, até o dia de descobrir que não dava mais eu tinha que seguir. Minha vida se destruia e não entendia, mas tinha que conquistar te deixar ir, te deixar crescer, te deixar ser. Naquele momento eu te via ir, sair e abandonar a minha vida!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Te deixar ir

          Ver você partir me fez acreditar que algo em mim havia sido retirado que sonhos e mais sonhos haviam sido deixados pra trás não queria acreditar que tinha botado tudo a perder, queria ter o impulso de correr e ter de volta, queria tantas coisas que no momento não conseguiria conquistar
Fazer o quer? Não conseguia mal pensar, imagina te convecer que faríamos tudo novamente de forma diferente. Te deixei ir, te deixei me quebrar em pedaços, te deixei...
          Demorou pra que conseguisse ter meu mundo de volta, demorou pra que me tocasse que todas aquelas lembranças não passavam de meras e simples palavras de um passado que havia colorido minha vida.
          Hoje vejo tudo isso de forma linda, construtora e que por mais que lute pra esquecer não esqueceria, laços, sorrisos podem ter sido quebrados, brincadeiras podem terem ficado pra trás, mas o que eu podia fazer? Não podia te impedir de crescer, te impedir de nada! Não podia, simplesmente não podia eu devia e naquele momento sabia que deivia te deixar ir!