domingo, 3 de julho de 2011

Criando Desapego

        

       Ouvir todas aquelas palavras, ver todos aquele momentos indo me faziam acreditar no tanto que havia ficado presa em você, parecia um filme passando me mostrando cada momento, meus momentos de tristeza, as lágrimas, a solidão, os disfarces de alegria para mostrar o quanto sofrimento me trazia, vi tudo como simples cenas que antigamente me assombravam da pior forma e destruiam meu dia.
        Eu cheguei á acreditar que seria sempre tua, como fui boba, eu até que entendo que em meio de tanta paixão ficasse daquela forma, mas como fui capaz de sofrer por tanto tempo sem perceber que aquele tão sonhado pote do amor estava ficando cada vez mais vazio, me pergunto como fui capaz de me culpar, por algo que não era minha culpa.
       Simplesmente você chegou, me deixou com aquelas palavras, sem sentimentos, com lágrimas, com um coração partido e ainda por cima com a ideia de um amizade, minha cabeça que decidida estava passou a ficar confusa, passou a não entender nada de sentimentos, as lágrimas que antes eram risadas tomavam cada momento que lembrava de algo seu.
       Não sei exatamente o que aconteceu, chorei, sofri, não entendi, fiquei perdida em meus pensamentos. Aí te encontrei, pensei que não fosse aguentar, que ia morrer por dentro, mas não foi assim! Depois das conversas, algumas gargalhadas, tive que ir e quando entrei naquele ônibus percebi que agora iria, mas iria para sempre!
      Deixei em meio o nosso caderno de recordações cada momento que tive contigo, cada frase, cada instante... Conforme me afastava percebia que aumentava essa tal liberdade, esse desapego e minha tristeza ficava menor, senti a minha vida seguir.
     Não reclamo de nenhum momento, a vida foi especial quando estava contigo, porém agora eu tava me sentido nova para poder seguir e construir um novo caminho, o filme havia passado e minha vida queria prosseguir, presa aqueles instantes eu não iria mais ficar, poderia dizer agora: "fui e não vou voltar!".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Olha que eu achei!

Em meio de uns documentos, apagando umas fotos, encontrei esse texto, gosto muito dele, espero que vocês também!:D



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Menina, Mocinha e Mulher

 

      Não tinha ideia de quanto o tempo havia passado, quantos sonhos haviam ficado e quantos outros haviam sido realizados, minha maior felicidade quando menina era apenas brincar, não importava se o tempo passava, mas a minha boneca tinha que estar ali para que eu pudesse cuidar dela e assim fazer uma casinha junto as minhas amigas,  risadas bobas eram vistas em cada momento, a felicadade tomava conta de tudo o que a gente considerava importante, aquele momento era importante, a minha boneca era importante.
      Sem nem perceber o tempo passou e a boneca ficou de lado e a menina começou a pensar em o que ser, o que fazer, os sonhos agora eram centrados e focalizados. Suas amigas de quando menina se foram assim como suas bonecas e suas brincadeiras, agora abria um lugar para suas novas amizades, amizades que levaria para a vida toda. Junto com a fase de mocinha vieram as paixões, algumas bobas que hoje tira muitas risadas! Paixões que iam, voltavam, machucavam, faziam feliz, paixões que fizeram aprender e crescer. Se tornar mocinha fez perceber que agora tinha que lutar pra conquistar todos seus sonhos, que seu pai e sua mãe estariam ali, porém não eram mais eles que iriam correr atrás de cada um de seus objetivos, agora eles iriam simplesmente ser a base, a fortaleza.
       Cada vez mais e mais o tempo passava e sem notar a mulher tomou conta da mocinha, trouxe consigo tudo que havia aprendido, todos os amigos que havia conquistado e os sonhos que ainda iria, não nego que pra ser mulher de hoje devo muito a menina e a mocinha, pois sem elas não teria aprendido tanto e acredito que por mais que o tempo passe ainda as guardo e as levo comigo, aliás a menina e a mocinha completam a mulher de hoje.